sábado, 20 de março de 2010

Frango com quiabo

Frango com quiabo é um dos pratos que me trazem o sabor da infância à boca. Filha de pais mineiros, desde pequena fui exposta à maneira mineira de cozinhar e apreciar os alimentos. E este prato, dentre os vários da cozinha mineira, é um dos que mais faço em casa por agradar tanto a mim, quanto ao  meu marido. Esta receita é fruto de adaptações da receita que via a minha mãe fazer. Mas, uma coisa que me incomodava muito nela era o amrelado do quiabo ao colocar limão ou vinagre para cortar sua baba. Depois que vim morar no Paraná, conheci a Líbia, uma mineira - cozinheira de mão cheia - que me ensinou outra forma de cortar a baba do quiabo: tomates maduros bem picadinhos. O fato é que o ácido do tomate corta a baba do quiabo e não o deixa amarelado. Um dia não tinha o tomate em casa e, então, resolvi colocar um pouquinho de extrato de tomate; não é que deu certo?!; mas ainda prefiro o tomate picadinho.

Ingredientes:
1 1/2 kg de frango em pedaços (coxas, peito ou outras partes de sua preferência)
8 colheres (sopa) de óleo
5 dentes de alho amassados
sal à gosto
1 sachê de caldo de galinha em pó
2 colheres (sopa) de shoyu
2 folhas de louro
pimenta calabrasa à gosto
800 gr de quiabo
1 1/2 cebola picada em cubinhos pequenos
1 tomate grande cortado em cubinhos
cheiro verde à gosto

Modo de fazer:
Tempere o frango com 3 dentes de alho, sal, metade do sachê de caldo de galinha, o shoyu, as folhas de louro e a pimenta. Deixe descançar por 30 minutos a 1 hora. Numa panela grossa, coloque 4 colheres de óleo e frite 1/2 cebola picadinha até que ela fique com a cor de caramelo (quase queimada); acrescente o frango temperado e mexa bem. Tampe a penela e quando a água que soltar do frango tiver secado, vá pingando água quente até que o frango esteja macio. Depois de cozido ele deve ficar bem coradinho por causa da cebola dourada e com um pouco de caldo no fundo da panela.

Enquanto o frango cozinha, lave o quiabo e seque em papel absorvente. Corte em pedaços de uns 2 dedos, desprezando o cabinho e a pontinha. Aqueça uma panela e coloque as 4 colheres restantes de óleo, junte o alho amassado restante, frite-o, coloque o quiabo para refogar e mexa bem. Acrescente o tomate picado,  e mexa de vez em quanto para que o ácido corte a baba do quiabo.  Depois deste processo, acrescente a cebola, mexa e tampe a panela por uns 3 minutos.

Junte o quiabo refogado ao frango, coloque o restante do sachê de caldo de galinha, acerte o sal e mexa. Se for necessário, acrescente mais um pouco de água, tempe a panela e cozinhe o quiabo até que fique macio, mas inteiro. Desligue o fogo, acrescente  o cheiro verde e sirva com arroz branco, polenta (ou angu) e o que mais achar conveniente. É muito bom.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Omelete especial

Sábado estava assistindo televisão quando ouvi a chamada do progama Estrelas; um dos assuntos seria a receita de uma omelete feita pela Xuxa. Confesso que fiquei curiosa e assisti ao programa. Para minha grata surpresa, a receita era interessante, mas acabei não a  anotando. No dia seguinte a noite, percebi que não tinha nada pronto para o jantar, então resolvi arriscar e fazer a omelete. Separei os ingredientes repassando mentalmente a receita e o resultado foi o prato abaixo. Ficou muito bom.



Ingredientes:
3 ovos
2 fatias de peito de peru
4 fatias de mussarela
1 tomate pequeno sem sementes
orégano à gosto
1/2 colher (sopa) de manteiga
1/2 xícara de batata palha
ketchup à gosto

Modo de fazer:
Pique em pedaços bem pequenos as fatias de peito de peru, 2 fatias de mussarela, o tomate, acrescente o orégano e misture bem. Reserve.
Bata os ovos e reserve. Leve uma frigideira ao fogo, derreta a manteiga e espalhe por toda a sua superfície. Coloque os ovos e em cima deles ainda crús, arrume as 2 fatias restantes de mussarela para que o recheio fique separado dos ovos. Espalhe o recheio por cima da mussarela e espere até que a parte de baixo dos ovos já esteja frita. Para virar a omelete, coloque um prato virado para baixo sobre a frigideira e vire-a nele (igual quando se vira bolo e pudim); depois volte com ela para a frigideira de maneira que a parte do recheio fique para baixo. Espere alguns minutos até fritar e depois repita o processo de virar a omelete, mas agora no prato em que vai servi-la. Arrume a batata palha no centro da omelete, espalhe um pouco de ketchup por cima e enrole como se fosse uma panqueca. Decore com batata palha e ketcup, e bom apetite.

Obs.: Como a Xuxa não deu a quantidade exata de peito de peru, de mussarela, de manteiga e nem de batata palha, as quantidades descritas na receita determinei ao meu gosto. Além disto, como não tinha tudo que precisava, fiz algumas adaptações: substitui o peito de peru por presunto e a manteiga por margarina com 80% de lipídeos, além de acrescentar uma pitada de sal nos ovos batidos.



terça-feira, 16 de março de 2010

Calda de morango


Um dia desses, estava precisando fazer uma calda de ameixa para acompanhar uma sobremesa e não tinha a ameixa em casa. Lembrei-me de que tinha um pote de morangos orgânicos no freezer e então resolvi tentar fazer a calda, mas de morangos. Queria uma calda um pouco azedinha para contrastar com o doce da sobremesa; então coloquei o suco de limão e ficou do jeito que eu tinha imaginado. O melhor de tudo é que dá pra congelar, caso sobre, podendo ser utilizada em outra ocasião.

Ingredientes:
1 xícara (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de morangos orgânicos inteiros
1/2 xícara (chá) de água
1 limão espremido

Modo de fazer:
Lave muito bem os morangos e retire seus cabinhos. Coloque em uma panela o açúcar e os morangos e leve ao fogo, mexendo de vez em quando para não grudar. Quando o açúcar tiver derretido e começar a virar "puxa", acrecente a água e deixe fever em fogo baixo até que fique em ponto de calda (mas não muito grossa). Acrescente o suco de limão e deixe apurar novamente. Esta calda fica com pedaços de morango, pois eles não foram picados. Ela pode ser usada em pudins, bolos, sorvetes, etc. Use a sua imaginação.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Bolo de banana

A banana é um alimento muito consumido no mundo e, por isto, está entre os mais produzidos. É um alimento rico de nutrientes, entre eles, os sais minerais que tem papel importante na nossa nutrição. Gosto muito de banana, de qualquer jeito: in natura, doce, assada, frita, em bolos, em sobremesas, e procuro comer pelo menos uma por dia, que é o suficiente para a nossa necessidade nutricional. Este bolo é muito simples, mas também muito saboroso, sendo excelente para ser servido no café da manhã ou da tarde, como também em lanches.

Ingredientes:
3 ovos inteiros (clara e gema)
1 1/2 xícara (chá) açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina (80% de lipídeos)
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de leite em temperatura ambiente
1 colher (sopa) de fermento em pó
8 bananas nanicas cortadas em fatias no sentido do comprimento 
3 colheres (sopa) de açúcar
1/2 colher (sopa) de canela em pó

Modo de fazer:
Coloque os ovos na batedeira e bate-os até ficarem amarelo claro. Acrescente o açúcar e continue batendo até formar um creme homogêneo. Coloque a margarina e continue batendo e, em seguida, vá acrescentando aos poucos a farinha de trigo intercalada com o leite. Bata por uns 3 minutos. Desligue a batedeira, acrescente  fermento e dê apenas mais uma batidinha. Coloque a massa numa assadeira quadrada ou redonda (sem furo no meio), untada e enfarinhada. Arrume as fatias de banana por cima da massa, delicadamente; misture o açúcar com a canela e espalhe por cima das bananas. Leve a assar em forno 200º até que fique dourado por cima.

Obs. É importante peneirar a farinha antes de colocá-la na batedeira; acredite, isto faz diferença no resultado final. Outra informação: a banana da qual estou falando tem nomes diferentes nas diferentes regiões do Brasil. Aqui onde moro no Paraná é chamada de "banana nanica", no sul do Paraná dizem que é "banana caturra" e no Rio de Janeiro, minha terra natal, é chamada de "banana d'agua".  Pra resolver o assunto, excluindo a "banana prata", a "banana maçã" e a "banana ouro", essa banana é aquela que costumamos comer com frequência.

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